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Alimentação

 

Alimentação da família: como fazer a mudança?

Dúvidas mais comuns sobre como mudar a alimentação da família

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Publicado em 20/10/2011

 

Dúvidas mais comuns sobre como mudar a alimentação e como envolver toda a família na mudança do hábito alimentar são esclarecidas abaixo. Confira!

 


1- Quais as dicas para a mãe de família que vê a necessidade de reestruturar o cardápio familiar? Como fazer a mudança de uma maneira prática?

A mudança no cardápio deve ser gradual. Assim, se há estoques, por exemplo, de guloseimas (refrigerantes, salgadinhos, bolachas recheadas, doces) é importante que a troca seja gradual. Comece restringindo os dias permitidos para a ingestão desses alimentos. A frequência e a quantidade devem ser controladas. Ao mesmo tempo, aumente a oferta de alimentos saudáveis (frutas, legumes, verduras). Não vale a desculpa de que não gosta desses alimentos. Se não há o hábito ou esses alimentos não fazem parte do cotidiano, a aceitação, muito provavelmente, não será imediata. Mas é importante não desistir. Gradativamente, substitua o refrigerante pelo suco natural. Se durante o dia ingere mais refrigerante do que água, comece a inverter esse quadro. É importante não desistir e sempre estar estimulando a adquirir novos hábitos alimentares.

 


2- Quais são os conselhos para que o líder da família perceba essa necessidade de mudança? Quais são os sinais que mostram que o cardápio da família precisa ser reestruturado?

Infelizmente, a percepção ocorre somente quando já se é observado algum caso na família de excesso de peso, hipertensão, colesterol alterado ou taxa de glicose sanguínea elevada. Mas, a atitude de mudar a alimentação pode e deve ser tomada antes. Se percebe que não há uma frequência na ingestão de leite e derivados, cereais integrais, frutas, legumes, verduras e, ao mesmo tempo, as refeições são baseadas em alimentos muito calóricos como, por exemplo, tortas, pizza, sanduíches, salgadinhos, doces, essa é a hora da mudança.

 


3- Como fazer com que o novo cardápio seja bem recebido por todos os membros da família?

A mudança nos hábitos alimentares deve ser estimulada por todos os membros da família. Pais, responsáveis, filhos, avós e empregadas têm que estar cientes de que a mudança é uma atitude positiva que trará melhoras para cada pessoa. Além disso, se cada membro se cobrar uma nova posição frente à alimentação, ele servirá de estímulo e referência para outros membros da família ou pessoas da mesma convivência. Ter um cardápio variado, estimulando os sabores e elaborando uma refeição colorida aumentará a aceitação dos novos alimentos.

 


4- Quais as vantagens de fazer uma reeducação alimentar em conjunto?

A maior vantagem é que todos os membros da família se estimulam a seguir uma alimentação saudável. Assim, quando um pensa em desistir ou tem a tentação de ingerir um alimento não apropriado para o momento ou com grande frequência, outras pessoas podem estimular a seguir no caminho correto.

 


5- E quais são as desvantagens? Fatores que exigem atenção da família que vai entrar no projeto de alimentação saudável em conjunto.

É importante lembrar que os pais são exemplo para a criança ou adolescente. Dessa maneira, querer mudar os hábitos alimentares dos filhos sem mudar os próprios, dificilmente, resultará em uma mudança no padrão alimentar da criança.

 


6- Nos casos de reeducação alimentar em família, como lidar com as diferentes necessidades nutricionais dentro de casa? As necessidades de uma criança, por exemplo, são diferentes das de um adolescente ou adulto.

Apesar das necessidades serem diferentes, os alimentos oferecidos devem ser basicamente os mesmo. Leite e derivados, legumes, verduras, carnes magras são alimentos que devem fazer parte da alimentação desde os primeiros anos de vida. Conforme for crescendo, a criança aumentará a quantidade dos alimentos para que as necessidades sejam atingidas. O que não se deve fazer é oferecer guloseimas desde a infância e, fazer disso, um hábito diário.

 


7- Se os horários dos membros da família forem muito diferentes, quais são as dicas para que a reeducação alimentar funcione? Como driblar o inconveniente de não reunir a família em todas as refeições?

Nesse caso, é sempre importante ter opções saudáveis disponíveis. Se, por exemplo, não é possível fazer o almoço em família, a criança deve ter uma refeição preparada para ela. O que muitas vezes ocorre é oferecer ou deixar disponíveis sanduíches ou salgadinhos, fazendo com que esses alimentos substituam uma alimentação saudável. É importante a família se organizar, estabelecer regras para serem seguidas. Organizando as refeições antecipadamente, evita-se as opções menos saudáveis.

 


Roberta Stella
Nutricionista responsável
CRN3 9788

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